sábado, 26 de janeiro de 2013

Se não foi, não era pra ser...




Ei, você que perdeu o ônibus às 07h e não conseguiu chegar a tempo da reunião...
Você que adoeceu e não pôde reencontrar os amigos na sexta...
Você que levou um bolo ontem à noite...
Você que se apegou a razão quando só cabia sentir a emoção...
Você que disse “adeus” quando queria ter dito “até logo”...

Agora já não adianta mais chorar pelo leite derramado!!! Levanta daí, procura uma vaca, pede licença ao bezerrinho (afinal educação é tudo!) e ordenha de novo.


As decepções fazem parte da nossa vida assim como as alegrias, as vitórias e as realizações... Só precisamos lidar com elas da maneira correta e acima de tudo aprender que existem para que nos tornemos pessoas melhores e mais fortes. Como sempre, sei que isso parece balela de livro de autoajuda, onde é mais fácil falar e mandar o outro fazer do que pôr em prática consigo mesmo, mas o fato é que aconselhar os outros é isso: dizer o que é difícil escutar.

É inevitável ficarmos tristes quando planejamos algo que não dá certo, trilhamos caminhos que não levaram a lugar algum e perdemos batalhas cruciais de uma guerra. No entanto, só temos conhecimento de que essas escolhas foram tidas como erradas por que as fizemos. Talvez o momento escolhido para executar o seu planejamento não tenha sido o adequado. Quem sabe ainda dá tempo de desviar o caminho e buscar por outro. Se a guerra ainda não acabou então não deixe de tentar ganhar a próxima batalha, pois o mais importante é não desistir de lutar. O que não dá é passar a vida inteira se lamentando pelo que não fez!

Não adianta ficar remoendo algo por achar que poderia ter sido diferente, pois se a vida fez com que as coisas corressem para essa forma, foi devido as escolhas que fizemos dia após dia. Não dá pra mudar de rumo se continuarmos sempre na mesma direção.

Um dia a gente percebe que nenhuma tristeza é eterna e nem todas as lágrimas da sexta-feira treze tem força suficiente para derrubar aquele tímido sorriso no sábado quatorze. Ele é fundamental para que saibamos deixar o sofrimento do passado no passado, pois o que não vale a pena não deve ser lembrado no presente e muito menos refletir no futuro. 

Chegou atrasado, o tempo não caminha para trás, sai mais cedo amanhã.

Não deu pra reencontrá-los na sexta? Convida pra uma pizza nesse sábado. Cada um sabe das suas limitações e do mesmo jeito que você tem problemas, outros poderão ter também. Não é por uma bobagem dessas que a amizade vai acabar... deixa pra colocar um ponto final quando os Maias acertarem a previsão do fim do mundo (sim, pq eu ainda continuo escrevendo minhas besteiras daqui e vocês lendo daí!).

Quanto ao bolo, não vai ter jeito... Que tal virar um empreendedor(a) de sucesso e abrir uma confeitaria? 
 Coloca esse bolo na tua coleção porque o mundo dá voltas e amanhã você pode precisar dar o troco em um certo alguém.

Sabia que às vezes o medo pode não ser nossa melhor companhia? Você nunca vai se surpreender com um “sim” se viver pensando no “não”. É sempre mais cômodo esperar que o outro dê o primeiro passo, complicado é perceber que esse passo pode nunca ser dado, ou pior, ser dado para trás. Pense bem antes de deixar uma oportunidade passar, pois muito dificilmente ela irá voltar e te dizer “olá” de novo.
 
Disse adeus e continua insatisfeito? Por isso não, liga amanhã e diz “oi”. Nem sempre conseguimos colocar um ponto final quando ainda há vírgulas mal resolvidas e a melhor maneira de descobrirmos isso é iniciando um novo dialogo. Pior que manter o orgulho e não voltar atrás é levar interrogações dos outros pra frente.
Se não foi, não era pra ser... pronto!

terça-feira, 17 de julho de 2012

"Troco o príncipe encantado pelo lobo mau"


Esperar 100 anos para receber um beijo do príncipe encantado?

Passar 365 dias do ano limpando banheiro para poder ir a um único baile no palácio?

Comer biscoito com a vovó em vez de dar uns amassos no lobo mau?

"... Enquanto as princesas dormem, as bruxas voam."

 Depois da capa desse livro e uma pitadinha dessa sinopse alguém por acaso ainda está procurando mais algum motivo pra conhecer os argumentos de Raquel Sánchez Silva?
 Sem dúvida alguma essa jornalista sabe usar inteligência e bom humor para convencer suas leitoras de que é fundamental para a mulher contemporânea deixar de lado os esteriótipos de princesinha inofensiva e inocente e correr atrás dos seus desejos, nem que para isso tenha que virar uma madrasta gótica, sensual e acima de tudo determinada!
 Eu não sou lá nenhuma especialista em críticas de literaturas, mas não posso deixar de dar meus palpites sobre alguns que já li e recomendar a um ou outro. Inclusive, quando comprei o livro de Raquel, o fiz pensando justamente em confrontar minhas convicções (que já não são segredo pra vocês - vide "Conto de fadas: você ainda acredita???") com as ideias revolucionárias dela. Além é claro, de ter sido inteiramente fisgada (e ludibriada) pelo título, "Troco o príncipe encantado pelo lobo mau", e pela capa, que cai entre nós é um pecado de tão convidativa (ai ai ai ui ui...).
 Enfim, suspiros a parte, percebi que na verdade o livro nem faz tanto o meu gênero assim. Eu já tenho dito em outros post's, que defendo algumas coisas intrisecamente ligadas ao nosso imaginário e nossa cultura, e sempre tento trazer esse imaginário para a nossa realidade, afinal o lugar do puro e simples conto de fadas é no mundo da fantasia. Talvez pra mim, que graças a Deus tive uma infância regada a muito Wall Disney, a "verdade" defendida por Raquel é muitas vezes radical demais. Em alguns momentos até seu lado divertido e sargaz acaba tendo um sutil traço masculinizado, o que não considero ser moderno, pois cada um é cada um, e não é porque eles fazem que eu tenho que fazer... há mulheres que se sentem bem ocupando características deles e há outras que possuem o direito de serem românticas e não serem taxadas de antiquadas por isso, pois até onde sei esse item nunca esteve presente em pratileira alguma para simplesmente ser tirado de circulação.
 Acho que já estou fazendo uma confusão na cabeça de vocês não é? Afinal, é pra ler o livro ou não?
 Claro que sim. Eu só atesto que nem sempre ela detém a verdade absoluta e é necessário você mesma tirar suas conclusões.
 Raquel é genial em algumas de suas colocações. Ela tem conteúdo, é dinâmica e seu livro não trata apenas de relacionamentos. Ela fala sobre assuntos que muitas vezes, mesmo os livros de autoajuda não querem falar. Ela quebra tabus, derruba preconceitos, desperta para novas visões e ainda deixa aquele gostinho de quero mais em alguns capítulos.
 Ao contrário do que se possa imaginar ele não é um simples livro de autoajuda que vai te consolar porque você perdeu o príncipe encantado ontem e tá doida pra virar o mundo ao averso só pra mostrar que é moderninha... ah, nem vai querer te convencer que você não precisa de um espelho mágico te falando a cada cinco minutos o quanto que você é bonita pra se sentir assim.
 No fundo, no fundo o que ela quer é mostrar que tentar ser uma princesa o tempo todo pode não ser o caminho para o tão sonhado "felizes para sempre". É preciso deixar de ser fruto de uma fantasia infantil e virar de uma vez por todas uma mulher de verdade. Mulher que erra e acerta ao escolher um carinha pra sair; Mulher que não espera a vida acontecer e vai em busca do que quer; Mulher que engorda e emagrece; Mulher que não tem vergonha de falar sobre sexo, felicidade, sentimentos, carreira, família; Mulher que há tempos já não sabe mais fazer milagres para esperar por alguém que não existe ou mantém um relacionamento que não deveria existir!
 É nesse ponto que concordo com Raquel, na essência de alguns assuntos que ela discorre. É preciso acordar pra vida real e ser feliz, sem depender dos outros pra isso ou petrificar suas convicções do século retrazado.
 A única coisa que meu senso crítico não aceita de forma alguma é que para ser moderna e descolada eu tenho que deixar de ser o que sou. Isso seria apenas trocar um esteriótipo por outro... deixar de ser a princesinha para virar a bruxinha e pronto! Sem essa de julgar todos os casos como se fossem uma coisa só;  de querer me convencer que toda amiga do seu namorado é uma "Sininho traíra"; de ter sempre segundas intenções por trás de uma "fada madrinha"...
 Eu troco o príncipe encantado pelo lobo mau... desde que eu não tenha que tosar seus pêlos, cortar suas unhas ou ficar vigiando ele 24h pra que não assuma uma bela pele de cordeiro e dê uma puladinhas de cerca com umas e outras cabritinhas por aí.


Ah, e eu não poderia encerrar de outra forma senão fazendo minhas as suas palavras ao afirmar que...

"Na realidade, todas queremos o mesmo: um lobo apaixonado sábado à noite, e um príncipe doce que nos acorde aos domingos de manhã."